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Rede Cidadã - Rede Cidadã recebe Nobel da Paz em evento no Rio de Janeiro

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Rede Cidadã recebe Nobel da Paz em evento no Rio de Janeiro

05 maio 2015
Rede Cidadã recebe Nobel da Paz em evento no Rio de Janeiro

Muhammad Yunus, conhecido como “o banqueiro dos pobres”, compartilhou  com mais de 2 mil pessoas sua experiência de combate à pobreza.

No último final de semana, o Rio de Janeiro foi palco de dois importantes encontros voltados para o empreendedorismo e negócios sociais, ambos realizados com o apoio direto da Rede Cidadã. No encontro realizado em 2 de maio, Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, foi o convidado de honra de uma palestra aberta no Centro Cultural da Ação da Cidadania.

O evento foi realizado pela Yunus Negócios Sociais Brasil em conjunto com a Carioteca, e além da Rede Cidadã contou com o patrocínio do Sebrae e apoio da Universidade Estácio de Sá e da ONG Ação da Cidadania. Cerca de 2 mil pessoas compareceram ao encontro. Receber um ícone do empreendedorismo social em um evento de tamanho porte foi  motivo de comemoração de Alice Oliveira, analista de projetos do eixo de Empreendedorismo da Rede Cidadã no Rio de Janeiro. “O Yunus é uma pessoa inspiradora, é o pai dos negócios sociais. Ter a oportunidade de recebê-lo no espaço da Ação da Cidadania, no qual a Rede Cidadã também está instalada, foi incrível. Também foi uma boa ocasião para apresentarmos o nosso trabalho e mostrar nossa atuação em relação ao empreendedorismo”, destacou Alice.

Durante sua apresentação, o Professor Yunus contou sua trajetória pessoal e profissional e demonstrou como suas ações de microcrédito originaram o Grameen, banco voltado para o atendimento de pessoas de baixa renda. Atualmente, o Banco Grameen tem mais de 8 milhões de clientes, sendo 97% da base de clientes composta por mulheres. O principal território de atuação do banco está em Bangladesh, ao sul da Ásia.

O Professor Yunus destacou também a importância de trabalhar com os jovens e de lhes oferecer opções de empreendedorismo. O objetivo é que eles vislumbrem opções de trabalho que não sejam estritamente voltadas para o mundo corporativo tradicional e se engajem em ideias voltadas para a possibilidade de transformação social.

Em outro ponto de sua apresentação, Yunus reforçou que existe um empreendedor em potencial dentro de cada um de nós. “Na Rede Cidadã, acreditamos que vida e trabalho são um só valor. E, para garantir que esse processo ocorra, é necessário que a pessoa seja produtiva e possa incentivar outros a se tornarem produtivos também, e esse ciclo continua se desenvolvendo de forma sustentável”, aponta Valéria Mello, gerente executiva de Oferta Social da Rede Cidadã.

Aline Brito, coordenadora de território da Rede Cidadã no Rio de Janeiro, conta que o saldo do evento foi positivo e reflete a essência do trabalho da organização. “Por se tratar de um encontro realizado com vários parceiros , entendemos que, por meio desse tipo de ação, conseguimos trabalhar seguindo o DNA da Rede Cidadã, que é a criação de uma rede de parcerias em prol de um objetivo”, esclarece.

 

Empreendedorismo no Dia Mundial do Trabalho

Antecedendo a palestra aberta do Professor Yunus, um outro encontro voltado para o empreendedorismo social foi organizado pela Rede Cidadã, também no Rio de Janeiro. O feriado da sexta-feira, 1º de maio, não passou em branco. Na data, foi realizada a primeira edição da Feira do Empreendedor Cidadão, que celebrou o Dia Mundial do Trabalho, destacando a importância do assunto. O encontro foi realizado no Centro Cultural da Ação da Cidadania, com a presença de cerca de 100 empreendedores, que tiveram a oportunidade de expor produtos e serviços que desenvolvem. Além disso, o evento contou com palestras e atrações musicais e teatrais – criadas com o objetivo de promover descontração entre os participantes.

Para Alice Oliveira, esta foi uma oportunidade de tornar o eixo ainda mais conhecido. Cerca de 200 pessoas, de diversas áreas, como gastronomia, artesanato, estética e negócios em geral, estiveram presentes. “Na Rede Cidadã, entendemos que o trabalho não é só formal; os empreendedores também estão desempenhando um importante trabalho”, finaliza Alice.