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Geração de emprego e renda vai além da capacitação

30/10/2020

Rede Cidadã, uma das principais organizações brasileiras com foco na geração de trabalho e renda, contribui para a formação de uma sociedade mais justa

“Todo trabalho é uma forma de expressão. Por meio dele passamos por uma experiência de autoconhecimento”. Esta é a visão de Fernando Alves, diretor executivo da Rede Cidadã, organização criada há 18 anos em Belo Horizonte (MG) e que hoje avança por várias regiões do país, promovendo o significado e a importância do trabalho para o ser humano. À frente da entidade desde sua fundação, Fernando sempre apostou na sinergia entre os diferentes setores da economia para contribuir para o movimento de cidadania corporativa, políticas sociais e interesse público. “Este é o caminho mais eficaz para a transformação social, e o aprimoramento desta coesão está nas raízes da Rede”, explica o diretor executivo.

O resultado? Mais de 89 mil brasileiros de todas as faixas etárias conseguiram trabalho ao buscar apoio e desenvolvimento na Rede Cidadã. Não por acaso, o slogan da organização, “Vida e trabalho, um só valor”, espelha que todas as atenções de seus membros e parceiros, desde que tudo começou, em 2002, está na geração de trabalho e renda. Para isso, a Rede Cidadã acredita que não basta investir em capacitação. É preciso ir além.

Formado em Ciências Sociais, Fernando Alves explica que a promoção da melhoria da qualidade de vida, por meio do aumento da renda pessoal e do autoconhecimento, tem como objetivo desenvolver a autoestima, a cidadania e a interação social daqueles que participam dos programas, todos gratuitos. Para Alves, durante a primeira década de atuação da entidade, os esforços foram voltados para empregar pessoas de baixa renda. No entanto, esse objetivo foi ampliado, visando a formação de valores, atitudes e boas práticas de trabalho. “Nossa intenção é desenvolver pessoas. Ensiná-las o que significa o valor de ser humano e mostrar que, por meio do trabalho, é possível realizar esse projeto de aprimoramento pessoal e do bem comum, ao mesmo tempo”, revela.

Eixos de atuação
A Rede Cidadã atua em dois três principais: Estágio, Empregabilidade e Socioaprendizagem. O Programa de Socioaprendizagem estimula a entrada no mundo do trabalho de jovens entre 16 e 22 anos. Com duração de até 18 meses, o curso alia a vivência profissional em empresas parceiras, nas quais os aprendizes trabalham em média quatro dias da semana, ao conhecimento teórico, transmitido nos encontros semanais na Rede Cidadã. Além do conteúdo relacionado à atividade desempenhada, a entidade promove o desenvolvimento social dos jovens, por meio de orientações sobre cidadania, consciência ambiental, organização financeira, entre outros assuntos. Outro ponto de grande importância na metodologia utilizada está relacionado ao mapeamento das competências, que permite a identificação do perfil profissional do jovem e seu direcionamento à vaga mais adequada. Ao término do contrato, o aprendiz tem ainda a possibilidade de ser efetivado pela empresa. Caso isso não aconteça, ele será integrado ao Banco de Talentos da Rede Cidadã.

A partir dos 18 anos, jovens, adultos e seniores também podem participar dos programas do eixo Empregabilidade. Ao se inscrever em busca da colocação profissional, o candidato será encaminhado para o processo preparatório de ingresso no mundo do trabalho, a primeira etapa da metodologia Rede de Geração de Trabalho e Renda (RGTR), desenvolvida originalmente pela entidade. Nesse processo, o aluno participa dos cursos que oferecem orientação profissional prática (OPP), dicas para elaboração de currículo, simulação de um processo seletivo e o teste Profiler, que possibilita o mapeamento de suas competências, facilitando assim a identificação da vaga que melhor se encaixa em seu perfil. Após essa etapa, o candidato é encaminhado para o Banco de Talentos da entidade e será comunicado tão logo seja encontrada uma oportunidade compatível e de seu interesse.

Rede Sênior é outro projeto desenvolvido pela entidade. Nele, as pessoas com mais de 60 anos são o foco do atendimento. A iniciativa acontece em Belo Horizonte e oferece treinamentos e identificação de talentos, para posterior encaminhamento profissional dos participantes. Além de dados demográficos oficiais que demonstram a importância da preparação do mercado de trabalho para absorver os profissionais dessa faixa etária, os benefícios obtidos pelas empresas contratantes dos seniores são diversos: destacam-se, entre eles, a redução do turn over e redução de gastos trabalhistas, como transporte ou licença maternidade, sem contar a queda da taxa de absenteísmo e o alto índice de comprometimento no desempenho das suas atividades.

A Rede Cidadã também tem por objetivo promover a geração de trabalho e renda para pessoas com deficiência, por meio do projeto Rede Inclusiva. Para isso, são desenvolvidas ações complementares que objetivam orientar o público interno de organizações e empresas sobre o tema acessibilidade, estruturas físicas, comunicação e análise de vagas. “As pessoas com deficiência são trabalhadores e empreendedores comuns, bastando a remoção de barreiras para o desempenho de atividades profissionais eficazes”, explica Alves.

Em São Paulo
A Rede Cidadã foi convidada pelo Prefeito João Doria para ser a executora do Programa Trabalho Novo, iniciativa que visa qualificar e empregar 20.000 pessoas em situação de rua na capital paulista. Até o momento, 2.255 vagas já foram preenchidas, entre mais de 10 mil disponibilizadas por parceiros. Mesmo com a disponibilização de todas essas vagas, a contratação não é imediata porque os candidatos passam por uma qualificação socioemocional aplicada pela Rede Cidadã, antes de assumirem os postos de trabalho. Nas empresas, elas passam por treinamentos e possuem a possibilidade de crescimento profissional. O programa também atua na relação com o RH das empresas parceiras, para que a gestão de pessoal dos participantes do Trabalho Novo considere as especificidades dessa mão de obra.

Estágio
A mais recente iniciativa da organização é o Programa Estágio Rede Cidadã, que oferece a seu participantes uma formação técnica e sociocomportamental. Seu lema é “alta performance com inteligência emocional”.

Desafios
“Não tenho dúvidas de que já ajudamos muitas pessoas a mudarem de vida. Mas queremos ir além: vamos desenvolver novas atividades de formação que provoquem o autoconhecimento. Com isso, queremos que as pessoas se apropriem da sua história de vida e trabalho”, afirma o diretor executivo. Nesse sentido, a Rede Cidadã já oferece atividades que proporcionam conhecimento cognitivo e também emocional – como a educação biocêntrica, que desenvolve atividades em grupo e vivenciais entre os jovens aprendizes atendidos.

Embora grande parte dos esforços da Rede Cidadã seja desenvolver cursos e parcerias visando a beneficiar o plano de vida dos alunos atendidos, a preocupação com a recepção por parte da empresa também é importante. Segundo Fernando, é preciso também mudar velhos paradigmas corporativos e ajudar as empresas a repensar a gestão de pessoas: “Nós, da Rede Cidadã, sentimos que algo está bem claro: algumas empresas ainda não estão preparadas para transformar um posto de trabalho num posto de aprendizagem”.

Era de mudanças
Alves reconhece que essa mudança no paradigma sobre o que o trabalho representa para o indivíduo está sendo desenvolvida em momento oportuno. Para ele, uma nova era está começando – e o atual cenário político e social do País reflete essa perspectiva. “O Brasil está muito descrente. Temos casos de corrupção, governo em descrédito. Mas acredito que isso faz parte de um grito por mudanças mais amplas. Cito como exemplo a procura por qualidade de vida, alimentação mais natural, menos consumo, redução da jornada de trabalho, a percepção das pessoas de que trabalho precisa ter propósito, um significado para a vida. Tudo isso faz parte desse momento de mudança que o mundo está pedindo”, revela.

A Rede Cidadã
Considerada uma das principais entidades do gênero no país, a Rede Cidadã possui atuação em 50 cidades de sete estados brasileiros e cria complementaridade entre projetos sociais de governos, empresas e iniciativas sociais do Terceiro Setor, utilizando-se, para isso, de ferramentas de gestão empresarial. Assim, promove a sinergia dos três setores de modo a fortalecer o movimento de responsabilidade social empresarial com foco na geração de trabalho e renda.

Assessoria de imprensa
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